
IBM vai fabricar software e aplicativos na Bahia.
Correio da Bahia - 09/11/2004
Por Márcia Luz
Empresa fará parceria com universidades, governo e outras companhias
para instalar unidade em Salvador.
A IBM está firmando parcerias com empresas, universidades e governo
do estado para instalar, em Salvador, um centro de competência em
Mainframe (servidores complexos que suportam grandes redes de TI). Por
se tratar de uma empresa de atuação mundial, a diretoria
da IBM não divulga o investimento que será feito para a
instalação do centro, mas as expectativas de bons negócios
são evidentes. O objetivo é desenvolver na Bahia softwares
e aplicativos para atender a grandes empresas internacionais. O projeto
garantirá ao estado alto grau de desenvolvimento na área,
pois, por enquanto, somente Rio de Janeiro e São Paulo possuem
centros assim. O negócio também possibilitará abertura
de espaço para a empresa no mercado internacional, hoje atendido
pela Índia e China.
"Não posso revelar em números quanto será investido,
mas posso afirmar que as possibilidades de crescimento são grandes.
Dados de pesquisas revelam que o Brasil crescerá 10% no desenvolvimento
de aplicativos nos próximos três anos. Já na área
de manutenção e gestão, o crescimento será
de 31%, e o crescimento da Bahia deverá ser apenas um pouco menor
do que isso", comentou o diretor de Serviços de Gestão
de Aplicativos de Softwares da IBM, Ayrton Torres, que falou sobre o assunto,
ontem, no Fórum Tecnologias, Cenários e Oportunidades Profissionais
em Plataformas Mainframe, promovido pela Secretaria de Ciência,
Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti), no Pestana
Hotel.
Torres afirmou que não tem ainda definido o número de empregos
que o centro de competência poderá gerar em Salvador. Ele
disse, porém, que o setor gerou, no Rio de Janeiro e São
Paulo, desde 2001, 1.200 vagas para profissionais altamente capacitados,
e a idéia é que as vagas também sejam geradas na
Bahia com tamanha rapidez. A gerente de Aliança com Universidades
da IBM, Cátia Peçanha, ressaltou que a Bahia é um
dos estados que tem se articulado com muita rapidez para o projeto e tem
evoluído também na formação de seus profissionais.
"O desenvolvimento de softwares depende de mão-de-obra intensa,
pois não é possível automatizar a criação
dos códigos e mainframe. Acho que o maior investimento das partes
envolvidas será o domínio da língua inglesa para
atender às grandes empresas internacionais", frisou.
Hoje, 40% dos negócios da IBM estão focados no desenvolvimento
de plataformas e aplicativos de mainframe para atender a grandes empresas.
O modelo de negócio que se pretende instalar no mercado baiano,
ressaltou Cátia Peçanha, é diferente e inovador,
uma vez que a empresa tem a proposta de criar aplicativos customizados
para atender especificamente às necessidades de seus clientes,
ou seja, não serão desenvolvidos aqui pacotes de softwares
que possam ser utilizados indiscrimanadamente por qualquer empresa. Ao
contrário, empresas do ramo econômico, bancário, industrial,
de qualquer parte do mundo vão dizer que tipo de aplicativo necessitam
e a IBM desenvolverá aqui.
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